Empresa pública de silos portuários está em liquidação há 24 anos por imposição de Bruxelas. Executivo não revela se prefere privatizar ou entregar a atividade à Administração do Porto de Lisboa.

A concessão à Silopor da gestão dos silos portuários, responsáveis pelo armazenamento de mais de metade dos cereais consumidos em Portugal, termina a 30 de junho de 2025, data em que a empresa pública tem de encerrar, por imposição de Bruxelas, numa decisão tomada há 24 anos ao abrigo de ajudas de Estado consideradas ilegais. O Governo diz que está a “estudar a solução mais adequada”, mas não revela se prefere privatizar ou manter a atividade na esfera pública, entregando-a à Administração do Porto de Lisboa (APL).

“O Governo está a estudar a solução mais adequada para a Silopor, procurando mitigar as condicionantes operacionais existentes, associadas às limitações relacionadas com a situação de liquidação da Silopor que se arrasta há mais de duas décadas”, respondeu fonte oficial do Ministério das Finanças e do Ministério das Infraestruturas às questões colocadas pelo ECO.

“O atual Executivo está fortemente empenhado em encontrar as melhores soluções para os problemas que foram sucessivamente adiados desde 2015”, sublinhou ainda o Governo na mesma nota enviada ao ECO.

De recordar que o anterior Executivo decidiu, a 29 de dezembro de 2023, renovar o mandato da comissão liquidatária da Silopor até ao final da concessão (30 de junho de 2025), porque já estava em gestão, na sequência da demissão do então primeiro-ministro, António Costa. E deixou para este Governo a decisão sobre o futuro da empresa que gere os silos da Trafaria (Almada), Beato (Lisboa) e Vale de Figueira (Santarém). (…)

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Fonte: ECO