Consumo de matérias-primas em 2018

1 000 Toneladas

20172018Var.%
Cereais1 8621 8740,6
Oleaginosas7027364,9
PSC122106-13,1
Diversos5005489,6

No que respeita ao consumo de matérias-primas, o destaque vai para a quebra nos PSC (-13,1%), ao qual se contrapõe uma estabilidade nos cereais (0,6%) e um incremento de 4,9% nas sementes e bagaços de oleaginosas (naturalmente a soja esteve em alta e sobretudo com origem nos EUA), bem como os diversos (9,6%), o que demonstra o interesse da Indústria em dispor de matérias-primas alternativas e a importância da economia circular para a competitividade e sustentabilidade do setor.

Em termos de estrutura do consumo, apesar de maioritários (57,4%), os cereais perderam peso relativo face a 2017 (58,4%) devido ao avanço dos bovinos e outros animais mas ainda assim, da maior importância para o mercado nacional, infelizmente numa altura em que se assiste a uma quebra na oferta nacional, com as áreas de cultivo a atingirem o mínimo histórico desde que temos registos.

As sementes e bagaços de oleaginosas reforçam a sua importância (de 22 para 23%) e os PSC reduzem ligeiramente, de 3,8% para 3,2%.

Finalmente, as matérias-primas diversas, reforçam a importância na indústria dos alimentos compostos, de 15,7% para os cerca de 17% de 2018.

Estes os aspetos mais relevantes do ano de 2018, considerando os dados das empresas associadas da IACA. Esperemos que a DGAV, tal como nos tem vindo a referir, possa publicar em breve os dados nacionais e oficiais das produções de alimentos compostos, aditivos e pré-misturas, para que tenhamos uma noção e um retrato mais fiel da situação do Setor em Portugal.

Finalmente, ao nível dos produtos diversos, assistimos a um aumento de 7,1% no consumo e na taxa de aprovisionamento, que se fixou em cerca de 15,7% (15,0% em 2016), demonstrando que a Indústria está atenta e preocupada em melhorar a competitividade da Fileira da produção animal em Portugal, tentando encontrar matérias-primas alternativas.

ESTRUTURA DO CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS EM 2017

EVOLUÇÃO DO CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS