Já está disponível aqui a publicação trimestral de análise de conjuntura Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura, referente ao primeiro trimestre de 2025, uma iniciativa conjunta AEP, AIP e CIP.
Nesta edição realçamos:
- As medidas protecionistas que foram sucessivamente anunciadas, aplicadas ou suspensas pela Administração norte-americana, desencadeando uma escalada de retaliações e tensões comerciais.
- Os novos cortes nas taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu, em fevereiro, março e abril.
- A intenção de mobilizar 800 mil milhões de euros para investimentos em defesa anunciada em março pela Presidente da Comissão Europeia.
- A convocação de eleições para o dia 18 de maio, depois da rejeição de uma moção de confiança ao atual Governo, que levou à dissolução da Assembleia da República.
- O lançamento, em abril, do Programa Reforçar para mitigar o impacto da agenda protecionista iniciada pelos Estados Unidos da América.
- A aceleração do PIB em termos homólogos (de 1,9% para 2,8%) e em cadeia (de 0,2% para 1,5%), no quarto trimestre de 2024, impulsionada pelo consumo privado.
- Os dados mais prospetivos do indicador de clima do INE, que apontam para um abrandamento da atividade económica nos próximos meses.
- A revisão em alta, pelo Banco de Portugal, das projeções de crescimento económico para 2025 (de 2,2% para 2,3%).
- Os riscos que a economia portuguesa continua a enfrentar, como a instabilidade política interna, o fraco crescimento económico nos principais clientes externos e as crescentes tensões que afetam o comércio internacional. Segundo um estudo do Banco de Portugal, o aumento das tarifas alfandegárias pode reduzir o crescimento do PIB português em 2025 em 0,9 p.p.
- A melhoria da dinâmica comercial com o exterior nos primeiros dois meses de 2025, tendo as exportações e importações de bens registado um crescimento homólogo de 11,9% e 5,8%, respetivamente. O expressivo aumento homólogo das exportações deveu-se quase exclusivamente a transações muito específicas relacionadas com «trabalhos por encomenda».
- A continuação da tendência descendente das taxas Euribor, bem como das taxas de juro a sociedades não financeiras, refletindo uma maior confiança dos mercados sobre o controlo da inflação.
- A aceleração, no início do ano, do crédito às Sociedades não financeiras.
- O aumento da taxa de desemprego para 6,7% no último trimestre de 2024. Contudo, a estimativa mensal relativa a fevereiro coloca a taxa de desemprego em 6,4%, valor superior ao de janeiro, mas registando um decréscimo em relação a novembro (0,2 p.p.).
- Os aumentos nos principais índices de preços das matérias-primas observados no primeiro trimestre de 2025, na maior parte dos casos pouco expressivos.
- O aumento de 1,6% do preço de venda final do gasóleo no primeiro trimestre de 2025, apesar da diminuição em 4,7% do mesmo preço antes de impostos.
- O abrandamento da taxa de inflação homóloga de Portugal no primeiro trimestre.
- A inversão da tendência de depreciação a partir do início do mês de março. Em abril, a valorização do euro face ao dólar intensificou-se pela desconfiança dos investidores relativamente às consequências das tarifas «recíprocas» na economia americana.
- A degradação do indicador de competitividade-custo da economia nacional face aos 37 principais parceiros, refletindo o aumento dos custos laborais unitários relativos (0,4%) e a apreciação nominal do euro (0,3%).
- A diminuição do excedente da balança corrente e de capital nos primeiros dois meses de 2025.
- A diminuição para 97,5% do PIB do rácio da dívida pública no quarto trimestre de 2024.
O excedente orçamental de 0,7% do PIB em 2024, em contabilidade nacional, bem como o aumento da carga fiscal de 35,6% do PIB em 2023 para 35,7% em 2024. Nos dois primeiros meses de 2025 verificou-se um saldo orçamental positivo de 2 098 M€, que compara com um excedente de 848 M€ no período homólogo de 2024.
Fonte: CIP


