CONSUMO DE ANTIBIÓTICOS NA SAÚDE ANIMAL EM 2021 – EUROPA E PORTUGAL
Foi publicado em Novembro 2022 o último report ESVAC respeitante ao ano 2021.
Dados Europeus:
- Para os 25 países que integram o ESVAC e que fornecem informação continuamente entre 2011 e 2022, verifica-se uma redução de 47% vendas dos Antibióticos em Saúde Animal.
- Particularmente nos Antibióticos AMEG Categoria B – uso restrito (classificados pela OMS como CIA – Critically Important for Human Health):
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- Cefalosporinas 3ª e 4ª geração – redução 38%
- Polimixinas/ Colistina – redução 80%
- Fluorquinolonas – redução 14%
- De acordo com a estratégia Farm to Fork, pretende-se uma redução de 50% dos Antibióticos entre 2018 e 2030. Partimos do valor 118,3 mg/PCU em 2018 para atingirmos 50% deste valor (= 59,2 mg/PCU) em 2030.
- Estamos com um valor médio 96,6 mg / PCU em 2021, o que significa que nos encontramos em 63% do objetivo pretendido para 2030.
Dados relativos a Portugal:
- Portugal reduz o total de vendas de Antibióticos em Saúde Animal para 149,9 mg/PCU, o que significa uma redução de 13% face a 2020 e que corresponde a um total de 159,4 toneladas para uma biomassa (PCU) calculada em 1,063 toneladas.
- Portugal representa cerca de 3% do total de Antibióticos nos 25 países europeus analisados.
- Grupo da Tetras e Penicilinas superam 53% do total de antibióticos nacionais em uso veterinário.
- Os CIA (Critically Important Antibiotic – classificação AMEG Categoria B- uso restrito) representam em 2021 cerca de 10% do total de Antibióticos a nível nacional (superaram os 11%).
- Colistina baixa 46,5% de 11,4 mg/PCU para 6,7 mg/PCU, aproximando-se do target nacional definido em 5 mg/PCU.
- Considerando que 65% da Colistina a nível nacional foi administrada via Premix e 35% em Solução Oral, significa que via Alimento Medicamentoso encontramos um valor cerca 4 mg/PCU.
Importante relembrar que os dados apresentados reportam a 2021, ou seja, anteriores à implementação dos atuais Regulamento sobre o Medicamento Veterinário e o Alimento Medicamentoso, o que supõe a expectativa de uma maior variabilidade esperada para 2022.
Rui Gabriel
