Na APORMOR não entendemos a razão porque foi implementada a identificação eletrónica obrigatória em ovinos, não acontecendo o mesmo na espécie bovina.

Perante as ameaças das doenças emergentes, agora que entrámos na primavera com o aumento de atividade dos vetores transmissores, na APORMOR não podemos ficar passivos esperando que nada de grave aconteça. Em particular com a DNC, sigla por que é conhecida a Dermatose Nodular Contagiosa, doença com a qual ainda não tivemos qualquer contacto, e que está catalogada no nível A pela União Europeia, o que quer dizer que o seu aparecimento numa exploração obriga ao abate total de todo o efetivo, o que nos parece uma medida completamente desproporcionada, mas é o que está em vigor.

Sabemos que estão a ser estudadas, pelas autoridades competentes, medidas de biossegurança a implementar nas explorações, mas duvidamos que a obrigatoriedade da identificação eletrónica, por bolo reticular, nos bovinos vá ser contemplada. E para nós é uma das mais importantes, não só do ponto de vista sanitário como desincentivando roubos, cada vez mais frequentes, evitando trocas de identificação.

Houve quem sugerisse a suspensão de feiras e leilões, mas isso ainda seria pior, pois os animais têm que sair das explorações e é nas entradas nos parques onde aqueles eventos têm lugar, que o controlo pode ser realizado com eficácia. Caso contrário, haverá um retrocesso de 30 anos, tanto a nível sanitário como comercial, com a circulação constante dos compradores de exploração em exploração.

Tendo tudo isto em conta e perante as ameaças a que estamos sujeitos e que não queremos menosprezar, na APORMOR estamos a analisar as medidas que podemos implementar, até que das autoridades competentes saiam as oficiais, nomeadamente:

1 – Estimular a identificação eletrónica, por bolo reticular, aos bovinos dos nossos associados, com um apoio financeiro superior ao acréscimo de custo inerente;
2 – Para não sócios, os animais assim identificados que serão presentes nos nossos leilões também terão um prémio superior ao custo acrescido na identificação;
3 – Na entrada no nosso parque, todos os animais serão alvo de desinsetização por pulverização.

Estas medidas poderão ser reforçadas, ou anuladas, logo que se justifique.

Montemor-o-Novo, 25 de março de 2026 A Direção da APORMOR

Fonte: APORMOR