Os resultados da 1.ª fase do acesso ao ensino superior 2025 nas áreas de Agronomia e Ciências Agrárias são alarmantes: a maioria das vagas ficou por preencher. Em escolas superiores agrárias, algumas não tiveram sequer um único aluno colocado.
Este vazio é mais do que estatística: é o retrato de uma crise estrutural. Num tempo em que falamos de segurança alimentar, alterações climáticas e sustentabilidade, Portugal arrisca-se a ficar sem técnicos qualificados para garantir o futuro da agricultura.
A desvalorização social do setor, a fraca atratividade profissional e a falta de ligação entre ensino, inovação e mercado estão a afastar os jovens. Se não invertermos este caminho, dentro de poucos anos teremos uma agricultura sem agrónomos, sem inovação e sem futuro.
Sem jovens agrónomos, não haverá agricultura capaz de alimentar Portugal.
António Martins Bonito Conexão
Professor na Escola Superior Agrária Ponte de Lima | Consultor | Agricultor
Fonte: Voz do Campo


