O Bloco de Esquerda (BE) propõe um programa de transição ecológica agroflorestal, dado “o estado actual da agricultura portuguesa, os seus constrangimentos socioeconómicos e, em especial, a urgência da sua transformação em resposta às alterações climáticas”.

Por isso, “os 10 mil milhões de euros em apoios públicos da Política Agrícola Comum [PAC], disponíveis até 2027, devem ser imediatamente colocados ao serviço desta transformação e de forma aberta a todos os agricultores, em vez de financiarem rendas históricas de grandes latifundiários do Sul e modelos danosos para o ambiente que contrariam o interesse público”. E propõe o “fim dos apoios públicos a explorações agroflorestais e pecuárias cuja actividade contraria o interesse público ou que pela sua dimensão económica, não dependem desses apoios”.

Esta é uma das propostas do Bloco de Esquerda no seu programa eleitoral para as legislativas de 30 de Janeiro de 2022, com a qual pretende “transformar a agricultura e a floresta”. “Pretende-se com este programa garantir a transição do actual modelo dominante, centrado na monocultura e no elevado consumo de água e factores de produção poluentes, para novas agriculturas de menor incorporação desses factores e mais abertas ao conhecimento técnico-científico, centradas em processos ecológicos, com maior protecção ambiental, mais segurança alimentar e melhor qualidade de vida para quem nelas trabalha”, referem os bloquistas. (…)

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Fonte: Agricultura e Mar Actual