O cabaz definido de produtos essenciais aos quais era aplicada a medida do IVA zero (que terminou a 4 de janeiro), registou a primeira descida deste ano, depois de várias semanas consecutivas de subida. Segundo uma análise da Deco/Proteste ao conjunto de 41 produtos, o cabaz IVA zero desceu 2,34 euros na última semana (-1,56%), custando agora 147,59 euros.

Ainda assim, comparando com o último dia de IVA zero e até esta quarta-feira, regista-se um aumento de 5,61 euros (+3,95%) no preço do cabaz.

Segundo a análise, há produtos que subiram bem acima dos 6% de IVA (ou 13%, no caso do óleo alimentar) que voltou a ser aplicado. Por exemplo, comparando com o último dia em que vigorou a medida, o óleo alimentar aumentou 14%, o carapau 11%, o queijo curado fatiado embalado 9%, a dourada 9%, a manteiga com sal 9% e a alface frisada 8%.

Entre 10 e 17 de janeiro, foram estes os produtos que mais aumentaram de preço: massa espirais (8%), alface frisada (6%), maçã gala (5%) batata vermelha (5%), queijo curado fatiado embalado (4%), bife de peru (3%), cebola (2%), carapau (2%), frango inteiro (2%), e manteiga com sal (2%).

Olhando ao dia antes da entrada em vigor de medida que se extinguiu no início do mês, são os seguintes produtos os que mais dispararam de preço: azeite virgem extra (47%), brócolos (35%), alface frisada (35%), pescada fresca (34%), couve-flor (27%), maça gala (23%9, laranja (21%), massa espirais (15%), atum posta em óleo vegetal (11%) e atum posta em azeite (10%).

Preço do cabaz ‘normal’ acompanha ligeira descida

O preço do cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE, também acompanhou a descida na última semana. Custava esta quarta-feira 240,99 euros, menos 2,80 euros (-1,15%) face à semana anterior.

Se compararmos este valor com o período homólogo do ano passado, o preço do cabaz subiu 16,32 euros (mais 7,27%). Olhando aos valores antes do início da guerra na Ucrânia, a 23 de fevereiro de 2022 (nem há dois anos), o mesmo cabaz de produtos custa agora mais 57,36 euros do que na altura, um aumento de 31,24%.

Na última semana, os 10 produtos com maiores aumentos percentuais foram: massa espirais (8%), alface frisada (6%), flocos de cereais (6%), maça gala (5%), batata vermelha (5%), perca (4%), queijo curado (4%9, douradinhos de peixe (3%), bife de peru (3%) e cebola (2%).

Já entre 23 de fevereiro de 2022, véspera do início da guerra na Ucrânia, e 3 de janeiro deste ano, os produtos que mais viram o seu preço subir foram o azeite virgem (138%), pescada fresca (103%),arroz carolino (81%), cebola (75%), polpa de tomate (69%), batata vermelha (58%), açúcar branco (57%), salsichas frankfurt (55%), laranja (55%) e alface frisada (51%).

Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde início da guerra, foram registados na mercearia (39,76%, mais 16,76 euros), e no peixe (34,45%, mais 20,77 euros).

Fonte: Executive digest