Artigo de opinião de José Manuel Fernandes

Na União Europeia, graças aos agricultores, temos não só segurança alimentar, como acesso a produtos agrícolas de elevada qualidade, produzidos no respeito de exigentes normas ambientais e de bem-estar animal. É essencial conseguirmos, em simultâneo, alimentos a preços acessíveis, sustentabilidade ambiental e um melhor rendimento dos nossos agricultores.

Na UE existem cerca de 9 milhões de explorações agrícolas, que empregam 17 milhões de pessoas. Quanto ao sector do abastecimento alimentar, com a agricultura no centro, é responsável por cerca de 8% do emprego total da UE.

Os agricultores defendem e promovem a nossa diversidade, os produtos únicos e as raças autóctones. Eles oferecem-nos produtos de elevada qualidade, que contribuem para a riqueza gastronómica e para a atração turística. Além disso, são exímios jardineiros, cuidando da natureza e esculpindo as paisagens. A ação dos nossos agricultores é indispensável para a nossa segurança e soberania alimentar, bem como para a nossa economia e coesão territorial.

É inaceitável que os rendimentos dos agricultores estejam muito abaixo da generalidade das outras profissões. Na verdade, esta é uma das razões pela qual temos um enorme envelhecimento dos trabalhadores deste setor e é um reflexo da urgência em avançar com medidas que contribuam para a renovação geracional na agricultura. Os números falam por si- em 2020, apenas 11,9% dos gestores agrícolas tinham menos de 40 anos. É preciso valorizar os agricultores e atrair os jovens. É por isso que, o meu grupo político, o Partido Popular Europeu (PPE), pretende um reforço de 40 milhões de euros no orçamento de 2024 para os jovens agricultores.

No Parlamento Europeu, o PPE tem sido a voz dos agricultores. […]

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Fonte: Correio do Minho