Variação de preços harmonizada na Zona Euro atingiu 8,9% em julho. Com 9,4%, Portugal teve a nona menor subida de preços, mas está acima da média da Zona Euro.

Depois de ter atingido 8,6% em junho, a taxa de inflação na Zona Euro chegou aos 8,9% em julho, confirmou esta quinta-feira o Eurostat. Portugal está ligeiramente abaixo da média da União Europeia, com uma taxa de inflação de 9,4% em julho e é o nono país com a menor taxa, ainda que acima da média da Zona Euro.

Já a taxa de inflação na UE foi de 9,8% em julho, valor que contrasta com os 9,6% em junho e com os 2,5% na comparação homóloga.

O encarecimento dos preços dos produtos energéticos (um aumento de 4,02 pontos percentuais) foi o fator que mais contribuiu para a aceleração da taxa de inflação na região. Segue-se a alimentação, álcool e tabaco (mais 2,08 pontos percentuais), os serviços (mais 1,6 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (mais 1,16 pontos percentuais).

Com 9,4% e a par e passo com a Áustria, Portugal teve a nona menor subida de preços, embora tenha ficado acima da média da Zona Euro e ainda que abaixo da média da UE.

França e Malta são os países que registaram as menores subidas de preços, com uma taxa de inflação de 6,8% em julho, seguidos pela Finlândia (8%), Suécia (8,3%), Itália (8,4%) e Alemanha (8,5%).

No polo oposto, e com a maior subida de preços, está a Estónia, Letónia e Lituânia, que registaram uma taxa de inflação acima dos 20% em julho face a igual período do ano passado. De notar, que estes três países fazem fronteira com a Rússia, da qual dependem, por exemplo, para o fornecimento de gás.

Já no que toca à variação em cadeia, isto é, entre junho e julho, Bélgica, Grécia, Espanha, Luxemburgo, Itália e Suécia foram os países a registarem quedas nos preços.

A inflação continua a acelerar nas principais economias globais, e os governos têm avançado com novos pacotes de ajuda de milhares de milhões de euros destinados a mitigar os efeitos da subida de preços para as famílias e empresas. Na Europa os anúncios têm-se sucedido, sendo que em Portugal há um pacote prometido para setembro cujos detalhes são ainda desconhecidos. Além disso, tendo em conta a persistência da inflação, o Banco Central Europeu (BCE) tem vindo a ser pressionado para voltar a aumentar as taxas de juro em setembro.

Fonte: ECO