No início de um novo ano é inevitável a tendência para fazermos projeções e antecipar expectativas. Embora, não possamos negar que estamos ainda em contexto de grande incerteza, 2022 será um importante momento de viragem para o futuro. Queremos acreditar!

Herança do final de 2021, o arranque deste ano é marcado pelo cenário inflacionista decorrente do aumento de preços das matérias-primas e dos fatores de produção.

No contexto internacional, continuam a intensificar-se as tensões geopolíticas e, consequentemente, económicas entre grandes potencias como os EUA e a China ou o caso das manobras russas junto da Ucrânia.

Na Europa, inicia-se a presidência francesa do Conselho da União Europeia com prioridades como a reconciliação das ambições climáticas com o desenvolvimento económico e a reforma do espaço Schengen.

Em Portugal, temos pela frente um período eleitoral, cujo resultado está longe de poder ser antecipado, mas seja qual for o novo Governo eleito terá em mãos o desafio da recuperação económica e social do país, enquadrado pela exigente execução dos programas de apoio.

Neste cenário de alterações, damos início a um novo ano com a mesma certeza de sempre. De que temos de continuar a reforçar o valor da indústria agroalimentar para o país – quer no mercado interno quer na projeção internacional -, apostando em pilares estratégicos como a investigação, desenvolvimento e inovação de produto e de modelos de negócios, a transição digital, a sustentabilidade ambiental e o reforço da união de toda a fileira agroalimentar para otimização e valorização da produção nacional.

Pedro Queiroz | Diretor-Geral

Fonte: FIPA