O setor agrícola encontra-se sobre forte pressão com o aumento do preço dos combustíveis que provocam a subida de outros fatores de produção como, por exemplo, os fertilizantes e a alimentação animal. O aumento de preços para o consumidor é a consequência inevitável.

“O aumento dos preços dos combustíveis está a provocar ondas de choque nos preços de fatores de produção para a agricultura que podem conduzir à disrupção da sustentabilidade económica das explorações agrícolas e pecuárias em todo o país”. É desta forma que a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (Faaba) descreve o momento atual.

Para os agricultores alentejanos já se está perante “uma escassez generalizada na oferta de produtos e matérias-primas” e uma “escalada generalizada de aumentos de preços sem um fim à vista”. É pois de esperar problemas tanto na produção, como para os consumidores.

A nível nacional as organizações de agricultores denunciaram nos últimos dias “a subida brutal do preço dos combustíveis”, que contribui negativamente para a perda de competitividade do setor e tem impactos “desastrosos” no rendimento dos empresários. Fonte da a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) alertou para o facto de esta conjuntura vir a ter consequências nos preços ao consumidor e que estes “podem não vir a compensar” os produtores.

A CNA recorda que por cada 100 euros pagos pelos consumidores, metade fica na distribuição, 30 euros são da transformação e “apenas 20 por cento” chegam ao agricultor que, com esse valor, tem de fazer face aos custos de produção que atingem os 75 por cento daquilo que recebe.

Por outro lado, o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Eduardo de Oliveira e Sousa, defende que “o setor dos combustíveis é muito importante para o setor agrícola” e que o primeiro-ministro se tinha comprometido a reforçar “as medidas de contenção desta escalada […]

Continue a ler este artigo em Diário do Alentejo.

Fonte: Agroportal