Indicador da agência das Nações Unidas para a alimentação que mede mensalmente a evolução dos principais produtos agrícolas nos mercados internacionais atingiu o valor mais elevado desde Julho de 2011.

Após subir nos últimos três meses consecutivamente, o índice alimentar da FAO – Organização para a Alimentação e a Agricultura atingiu o valor mais elevado desde Julho de 2011, período em que a Europa vivia a última crise pré-pandémica.

O cabaz que a agência da ONU usa para medir a evolução mundial nas últimas décadas, que monitoriza a média de preços de cinco grupos de produtos alimentares de base agrícola (carne, lacticínios, cereais, óleos vegetais e açúcar) como bens transaccionáveis em todo o mundo, atingiu a média de 133,2 pontos em Outubro, anunciou esta quinta-feira a FAO.

É uma média que fica 3% acima de Setembro passado, e 31,3% acima do registado em Outubro de 2020, período condicionado pelos efeitos da pandemia nos campos agrícolas, no transporte e na distribuição à indústria processadora e ao consumidor final.

E é, sobretudo, “o valor mais elevado desde Julho de 2021”, sublinha a FAO, que adianta que parte da subida em cadeia se justifica maioritariamente pela progressão dos sub-índices relativos aos óleos vegetais (em máximos históricos) e dos cereais (que sobem há cinco meses consecutivos).

FONTE: Anilact