A próxima Política Agrícola Comum (PAC) propõe uma abordagem modernizada e simplificada, isto para permitir que a agricultura da União Europeia atenda às crescentes necessidades económicas, sociais e ambientais do mundo globalizado. Para alcançar os objetivos da nova PAC, é vital uma nova maneira de trabalhar. Contudo, o que significa isto em números?

No total, são 24 mil milhões de euros a mais do que a Comissão Europeia propôs no ano de 2018. São, ainda, 15 000 milhões de euros em dinheiro emprestado e 5 000 milhões de euros a mais no orçamento geral para o desenvolvimento rural, o segundo pilar da PAC, e mais de 4 000 milhões de euros para pagamentos diretos aos agricultores, o primeiro pilar da PAC.

Contudo, é importante perceber que esta ainda representa uma grande queda em comparação com o período 2014-2020. De acordo com estes novos planos, o orçamento total da PAC para o próximo período cairá de 382,5 para 348,3 biliões de euros. Tal representa um buraco de mais de 34 biliões de euros para a UE-27. O primeiro pilar será reduzido em cerca de 27 000 milhões de euros e o segundo pilar é reduzido em cerca de 7 000 milhões de euros.

Por outras palavras, os cortes na PAC são menores, mas, no geral, ainda existe um corte significativo, ao mesmo tempo em que a Comissão Europeia lança a Estratégia Do Prado ao Prato e a Estratégia de Biodiversidade para 2030, que espera que se revelem um sucesso, mas com um orçamento menor face a anos anteriores.

Fonte: Agronegócios