O consumo teve vendas na ordem dos 187,5 milhões de euros, entre 30 de março e 5 de abril de 2020, registando um crescimento de 20% face ao período homólogo. De acordo com a quinta edição do Barómetro semanal da consultora Nielsen, as marcas próprias também têm ganhado peso desde o início do ano – 30,8% – até após o início da pandemia – 32,8% –; ao contrário do valor médio das vendas em promoção, que teve uma quebra “plenamente percetível”.

De acordo com a Nielsen, esse crescimento deve-se, “em grande medida”, à preparação da Páscoa, que este ano se celebrou mais cedo: a 12 de abril, em 2020; quando, em 2019, se assinalou a 21. Mesmo em período de confinamento, as vendas do talho cresceram 18%, com destaque para a carne de Ovino e Caprino (+85%), tradicionalmente encontrada nesta época à mesa das famílias portuguesas.

Quanto à marca própria, esta ganha peso a partir da semana 11, momento em que os portugueses preparavam a sua despensa para “enfrentar” a permanência em casa. Já a tendência promocional, surge com uma tendência inversa e sofre uma quebra desde o início dos efeitos da pandemia no mercado nacional. Se no período pré-Covid-19, o valor médio das vendas em promoção se posicionava muito próximo dos 50% – e na primeira semana de registo do vírus em Portugal chegou mesmo aos 51,2% –, na semana 14, o fenómeno de quebra é já “plenamente percetível”, caindo para os 32,5%.

“A evolução das vendas nas categorias de FMCG demonstra que os Portugueses que se mantêm em quarentena têm vindo a tentar assegurar um bem-estar e cuidado consigo próprios, muito provavelmente para tentar experienciar esta nova realidade da melhor forma possível. (…) Os valores para as vendas do retalho alimentar nesta semana 14 – a semana anterior à Páscoa – demonstram que, apesar das restrições impostas à circulação em território nacional, os portugueses fizeram planos para se sentarem à mesa nas suas casas, para celebrar esta época central no calendário religioso e na vivência familiar”, aponta a Client Consultant Senior da Nielsen, Marta Teotónio Pereira.

Fonte: Store