“Este é o momento de começar a preparar a abertura da economia”, afirmou o ministro da Economia em conferência de imprensa, após uma reunião com 25 economistas e académicos “sobre a actual e futura situação económica e financeira” e as “medidas para promover o relançamento da actividade económica”.

“Não vou entrar em detalhes sobre o conjunto de reflexões feitas, mas, de uma maneira geral, há uma partilha importante da ideia de que temos de ir construindo uma confiança colectiva na capacidade que tivermos de proteger as populações e os elementos mais frágeis à medida que nos formos preparando para o levantamento das restrições à actividade económica e circulação dos cidadãos”, explicou Pedro Siza Vieira.

O ministro da Economia sublinhou a necessidade de se começar a pensar na forma como vamos ser capazes de criar na nossa população e empresas a confiança de que estão reunidas as condições para um retorno gradual à atividade. E apontou para a reabertura da economia dentro de “algumas semanas”.

Para que isso aconteça, sublinha, terão de haver também medidas de apoio à retoma económica, específicas para alguns setores. Siza Vieira lembra ainda que nem todos os setores têm restrições legais para funcionar e dá o exemplo do turismo, mas que não têm procura. Mas para os outros, a reabertura terá de ser preparada.

E dá o exemplo: como foi o governo que decretou o fecho do comércio a retalho e da restauração, “devemos preparar medidas dirigidas a estes sectores, mas sempre em função do risco que enfrentamos em cada momento”.

O ministro salientou depois que 82% das empresas conservaram a sua atividade nesta pandemia com a covid-19, que o desemprego não disparou e que as projeções de recessão para 2020 não atingem os dois dígitos.

Pedro Siza Vieira destacou ainda, que, durante as reuniões de hoje, vários participantes referiram “a forma como o país tem vindo a gerir” a crise da pandemia de convid-19. “Esta crise projeta uma imagem externa muito positiva de Portugal como um destino seguro, onde existe uma enorme coesão social. Isso são também vantagens no reposicionamento da nossa economia no futuro”, sustentou.

Fonte: Executive Digest