No sábado, 11 de janeiro, vão estar em Lisboa Frans Timmermans, vice-presidente executivo da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, e Virginijus Sinkevičius, comissário europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, para visitar projetos, reunir com o Governo português e participar na cerimónia de abertura de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

O vice-presidente executivo Frans Timmermans diz acerca da visita: «As cidades do futuro serão mais limpas e mais saudáveis, será mais fácil circular nelas e vão funcionar com base em energia e transportes sustentáveis. Lisboa é pioneira e estou muito feliz por estar aqui, ao lado do secretário geral da ONU, do primeiro-ministro e do presidente da Câmara Municipal, para celebrarmos o facto de a cidade se tornar a Capital Verde da Europa em 2020. Existem muitos projetos positivos a acontecer em Lisboa e eu estou entusiasmado por visitar alguns deles, ouvir as perspetivas dos cidadãos e levar comigo exemplos para partilhar com outros por toda a Europa.»

O comissário Virginijus Sinkevičius complementa: «Lisboa encetou o seu caminho rumo à sustentabilidade num período de crise económica e tornou-se uma inspiração e um claro exemplo a seguir para muitas cidades da Europa, demonstrando claramente que a sustentabilidade e o crescimento económico vão de mãos dadas. Além disso, Lisboa mostrou que uma abordagem integrada no que se refere às infraestruturas verdes, à requalificação de terrenos não utilizados e ao empenhamento na ecoinovação podem ajudar a construir uma cidade mais saudável e mais apropriada para os seus residentes.»

Às 8h30, o vice-presidente executivo Timmermans visita a ETAR de Alcântara (Fábrica de Água de Alcântara, Avenida de Ceuta) e um dos maiores telhados verdes da Europa, recebido por António Frazão e Hugo Xambre da administração das Águas do Tejo Atlântico.

Às 11h00, o vice-presidente participa na inauguração da exposição do Oceanário de Lisboa «ONE – O Mar como nunca o sentiu», uma instalação da autoria da artista portuguesa Maya Almeida, que apresenta imagens filmadas exclusivamente no mar de Portugal e transmite uma mensagem profunda sobre a ligação ancestral do Homem com o Mar. Estarão também presentes o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o presidente da Fundação Oceano Azul e Oceanário de Lisboa, José Soares dos Santos.

O vice-presidente executivo Timmermans e o comissário Sinkevičius vão, a convite do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, de autocarro elétrico para o Parque Eduardo VII, onde decorre a cerimónia de abertura de «Lisboa Capital Verde Europeia 2020» com início às 15h00 (Alto do Parque Eduardo VII, Jardim Amália Rodrigues, junto à Bandeira de Portugal).

Às 16h10, no Pavilhão Carlos Lopes, o vice-presidente executivo Timmermans e o comissário Sinkevičius participam no Diálogo com os estudantes e na cerimónia de passagem de testemunho de Oslo para Lisboa com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente-governador da Câmara de Oslo, Raymond Johansen, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

Às 17h30, o vice-presidente da Comissão e o comissário estão disponíveis para curtas declarações à imprensa na área de imprensa no Pavilhão Carlos Lopes.

O comissário Sinkevičius encontra-se então com o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, e com o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, no Pavilhão Carlos Lopes.

Programa atualizado e em detalhe: https://lisboagreencapital2020.com/

Contexto:

Capital Verde Europeia

Em junho de 2018, Lisboa foi anunciada vencedora do prémio «Capital Verde Europeia» em 2020. O júri que atribuiu o título considerou que Lisboa poderia servir de inspiração e modelo para outras cidades em toda a Europa, uma vez que encetou o caminho para a sustentabilidade durante um período de crise económica.

A cerimónia de abertura e passagem de testemunho constituirá um momento simbólico que marca o início das iniciativas de Lisboa Capital Verde Europeia. Assinala também o início de uma década de ação climática em que as cidades e os governos nacionais têm a responsabilidade de impulsionar a mudança e alcançar os objetivos estabelecidos no Acordo de Paris. O ano em que Lisboa vai ser Capital Verde Europeia testemunhará o compromisso da cidade na transição para um futuro sustentável.

As cidades da Europa optam cada vez mais por tornar-se mais sustentáveis. 36 cidades de 18 países europeus estão em concorrência para os prémios «Capital Verde da Europa 2022» e «Folha Verde da Europa 2021». Nos 13 anos da existência da iniciativa, este é o maior número de cidades até à data a participar no concurso. Os finalistas serão anunciados na primavera de 2020, após o que serão convidados a apresentar o seu caso a um júri internacional. O júri avaliará o compromisso das cidades para o desenvolvimento urbano sustentável, a sua capacidade de agir como modelo para outras cidades e a sua estratégia para comunicar e dialogar com os seus cidadãos. Os vencedores serão anunciados numa cerimónia de entrega dos prémios, em junho de 2020, em Lisboa, que é a Capital Verde da Europa em 2020.

Pacto Ecológico Europeu

Tornar-se o primeiro continente com impacto neutro no clima até 2050 é o maior desafio e a maior oportunidade do nosso tempo. Para alcançar este objetivo, a Comissão Europeia apresentou a 11 de dezembro o Pacto Ecológico Europeu, um pacote de medidas extremamente ambicioso que deverá permitir às empresas e aos cidadãos europeus beneficiar de uma transição ecológica sustentável. Estas medidas serão acompanhadas de um roteiro inicial de políticas fundamentais, que vão desde uma redução ambiciosa das emissões até ao investimento na investigação e na inovação de ponta, a fim de preservar o ambiente natural da Europa.

Apoiado por investimentos nas tecnologias verdes, soluções sustentáveis e novas empresas, o Pacto Ecológico Europeu pode constituir uma nova estratégia de crescimento da UE. A participação e o empenhamento do público e de todas as partes interessadas são cruciais para o seu êxito.

Acima de tudo, o Pacto Ecológico Europeu traça o caminho para uma transição justa e socialmente equitativa. Foi concebido de forma a não deixar para trás ninguém nem nenhuma região na grande transformação que se avizinha.

Mais informações:

Comunicado de imprensa de 11 de dezembro

Orientações políticas da presidente Ursula von der Leyen

Comunicação sobre o Pacto Ecológico Europeu

Relatório da Agência Europeia do Ambiente sobre o estado e as perspetivas do ambiente 2020

Fonte: Boletim Informativo da Comissão Europeia