O Governo pretende encontrar soluções para minimizar os impactos das cheias no Baixo Mondego, nomeadamente através de um investimento no sistema de regadio, afirmou a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, durante uma visita a Montemor-o-Velho, um dos concelhos afetados pelas cheias do Mondego.

«Temos de olhar para o sistema [de regadio] montado e que protege esta população e os campos agrícolas para tentar encontrar soluções que minimizem os impactos de situações de cheia como esta e, com base nisso, não comprometamos a economia do Baixo do Mondego», disse Maria do Céu Albuquerque.

Numa declaração à imprensa, a Ministra referiu a importância de trabalhar em articulação com a área do Ambiente e da Ação Climática para fazer investimentos no sistema hidroagrícola do Baixo Mondego, por forma a mitigar o efeito das cheias.

«Estas situações vão ser cada vez mais frequentes. Este é um efeito claro das alterações climáticas, em que secas severas dão lugar a situações de forte precipitação, em que os terrenos não são capazes de fazer a absorção da água», sublinhou.

Neste sentido, referiu, é necessário «estudar formas de viabilizar este território e a atividade agrícola que aqui é tão importante».

Financiamento

Maria do Céu Albuquerque referiu que ainda há disponibilidade financeira no Programa Nacional de Regadio (com dotação orçamental de 560 milhões de euros), podendo ser mobilizados alguns recursos financeiros deste programa para a zona do Baixo Mondego.

Relativamente aos apoios aos agricultores afetados pelas cheias na região, a Ministra disse que é necessário fazer primeiro o levantamento exaustivo dos prejuízos, assim que as condições no terreno o permitirem.

«O PDR 2020 tem mecanismos que podem ser disponibilizados se os prejuízos forem superiores a 30% nesta área. Este e outros mecanismos podem ser acionados caso se justifique», acrescentou.
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Fonte: Ministério Agricultura