As orcas mais velhas ajudam a tomar conta dos elementos mais novos da família e isso contribui para o aumento da sobrevivência das crias, em particular quando a comida escasseia. A descoberta foi divulgada esta segunda-feira por um grupo de cientistas.

Até agora um fenómeno atribuído aos humanos, o “efeito avó” afinal também parece acontecer nas orcas.

“Este é o primeiro exemplo não-humano do ‘efeito avó’ numa espécie que tem menopausa”, disse à agência France-Presse Daniel Franks, um dos autores do estudo e cientista da Universidade de York.

O que é este “efeito avó”? É, no fundo, as baleias fêmeas em fase pós-reprodutiva ajudarem a cuidar dos elementos mais novos da família.

A importância do estudo é explicada no início do texto onde a descoberta é divulgada. O motivo pelo qual “algumas espécies de baleias têm menopausa é um puzzle em termos de evolução”, lê-se no documento. Nos humanos, as fêmeas em fase pós-reprodutiva trazem o benefício de poderem ajudar a cuidar dos seus familiares.

Neste estudo, “mostramos que as orcas avós aumentam as hipóteses de sobrevivências dos netos, e este efeito é maior quando as avós já não se encontram a reproduzir”, explicam os cientistas.

A equipa responsável pela investigação descobriu que os animais que são acompanhados pelas “avós” apresentam uma taxa de sobrevivência mais alta. Os indivíduos que perderam as avós nos últimos dois anos morreram 4,5 vezes mais do que os outros.

Este efeito é ampliado durante períodos de escassez alimentar.

Fonte: Sapo 24