A greve dos camionistas está marcada para dia 12 de agosto. O Governo está a montar um sistema alternativo para o caso de não haver cumprimento dos serviços mínimos.

O Governo está a preparar uma rede de abastecimento de combustíveis de emergência para o caso de se concretizar a greve dos camionistas no dia 12 de agosto.

Questionado na entrevista TSF/Dinheiro Vivo sobre a forma como está o executivo a preparar uma resposta à possibilidade de greve dos camionistas para o mês de agosto, o Secretário de Estado da Energia, João Galamba, adianta que “estamos a criar as condições para, se necessário, montar um sistema logístico alternativo de distribuição de combustíveis no caso de não haver o cumprimento de serviços mínimos”.

Por outro lado, “o Governo estará a trabalhar na definição de serviços mínimos e se acontecer algo semelhante ao que aconteceu na última greve ter no terreno um dispositivo em que identifica os abastecimentos prioritários, os postos que têm de ser abastecidos, os circuitos que abastecem esses postos bem como a necessidade de motoristas para garantirem esse mesmo abastecimento”, sublinha.

João Galamba foi confrontado com o exemplo do Algarve, que não tem Gasoduto de Gás Natural, e em agosto atravessa o pico da época alta de férias.

“Estamos a criar as condições para que o abastecimento do Algarve esteja garantido. Há abastecimentos de gás no Algarve que são prioritários. Estamos a criar as condições para que esses abastecimentos mesmo num cenário de greve e de quebra dos serviços mínimos esses consumos e esses abastecimentos sejam garantidos”, promete.

Nesta entrevista, o Secretário de Estado da Energia garante que a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) vai assegurar, durante a greve, a segurança do abastecimento de combustíveis.

“Há procedimentos internos por parte da ENSE que gere a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento que depois se articula com as forças de segurança e, obviamente, há um acompanhamento muito próximo de vários membros do Governo da área da Energia, Transportes e Administração Interna”, conclui.

Fonte: TSF/Newsletter da ANIL