Consumo de matérias-primas em 2017

1 000 Toneladas

2016 2017 Var.%
Cereais 1 802 1862 3,3
Oleaginosas 758 702 -7,4
PSC 95 122 28,4
Diversos 467 500 7,1

Com uma conjuntura de preços relativamente favorável, tal como no ano anterior, o que tem sido decisivo para manter os baixos preços dos produtos animais nas explorações pecuárias, impulsionados pela baixa dos preços do petróleo e por uma boa campanha de produção no mercado mundial, o consumo de cereais aumentou 3,3%, subindo a taxa de aprovisionamento de 57,7% para 58,4% em 2017.

Apesar das reduzidas alternativas em termos de substituição e com preços mais competitivos que no ano anterior, e com períodos de escassez física de soja e outras oleaginosas no mercado nacional, em particular no último trimestre, assistimos a uma quebra no consumo de sementes e bagaços de oleaginosas (-7,3%), cuja estrutura no consumo de matérias-primas se situou nos 22%, uma quota relativamente estável.

Quanto aos PSC, em 2017, repetiu-se a situação dos anos anteriores, com a problemática em torno da aprovação de novos eventos geneticamente modificados, que afetam o consumo de derivados de milho, aproveitando-se, no entanto, algumas janelas de oportunidade para a importação de corn glúten feed e DDGS. Com mais importações que no ano anterior, o consumo destas matérias-primas cresceu 28,4%, com uma taxa de consumo de 3,8%, contra os 3,0% do ano anterior.

Finalmente, ao nível dos produtos diversos, assistimos a um aumento de 7,1% no consumo e na taxa de aprovisionamento, que se fixou em cerca de 15,7% (15,0% em 2016), demonstrando que a Indústria está atenta e preocupada em melhorar a competitividade da Fileira da produção animal em Portugal, tentando encontrar matérias-primas alternativas.

ESTRUTURA DO CONSUMO DE MATÉRIAS PRIMAS EM 2017

EVOLUÇÃO DO CONSUMO DE MATÉRIAS-PRIMAS