Como nasceu o projeto QUALIACA?

Uma aposta na qualidade das matérias-primas

A ideia do Projeto QUALIACA teve origem em 2008, iniciado pelo Dr. Fernando Anjos com o intuito de estudar a hipótese de se criar um sistema nacional de controlo de matérias-primas utilizadas para alimentação animal. Com este Projeto pretendia-se dar resposta a um conjunto de questões comuns à indústria de alimentação animal portuguesa, tais como o controlo de crises alimentares (nomeadamente BSE e nitrofuranos), o reforço da Segurança Alimentar (Implementação do Regulamento (CE) Nº 178/2002), o novo enquadramento legislativo (Diretiva 2002/32/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa às substâncias indesejáveis), a heterogeneidade de controlos existentes nas diferentes fábricas e a duplicação de análises e respetivos custos.

A publicação do Decreto-Lei 193/2007 relativo às substâncias indesejáveis trouxe novas responsabilidades ao setor da produção de alimentos para animais, através do controlo de pesticidas, dioxinas, PCB’s, metais pesados, aflatoxinas e sementes perigosas, com os custos inerentes às análises para sua deteção.

Neste contexto, a IACA representada pelo Dr. Fernando Anjos, Engº Pedro Folque e Dr. José Caiado, deslocou-se à Galiza, em outubro de 2008, de forma a perceber o funcionamento do Projeto Gális, um sistema de controlo de matérias-primas e alimentos para animais já em funcionamento na Galiza. Este projeto abrange todo o processo de abastecimento de matérias-primas (fornecedores, armazenistas, transportadores e fabricantes) e controlo às fábricas e pareceu ser um bom exemplo a seguir. Não foi possível seguir com a celeridade pretendida e nos anos seguintes os avanços foram reduzidos, no entanto, o Projeto foi ganhando estrutura, ainda que só no papel.

Os recentes alertas de Segurança alimentar, quer relacionados com a presença de metais pesados em bagaços de girassol, quer de aflatoxinas no milho, conjuntamente com a falta de qualidade das matérias-primas que chegam a Portugal e a desresponsabilização dos fornecedores quanto a estes assuntos, levaram a IACA a retomar este Projeto dando-lhe um cariz prioritário dada a importância que poderia assumir para a indústria da alimentação animal.

No entanto, entendendo que deveriam ser os seus associados a pronunciarem-se sobre a sua implementação e o seu modelo de funcionamento, a IACA convidou as empresas a participarem num Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de desenvolver o “Projeto Qualiaca”. A este apelo responderam 10 empresas associadas: Cevargado Alimentos Compostos LDª, Eurocereal-Comercialização de Produtos Agro-Pecuários S.A., Invivonsa Portugal S.A., Nanta-Alimentação Animal S.A., Progado-Sociedade de Produção de Rações CRL, Racentro-Fábrica de Rações do Centro S.A., Rações Valouro S.A., Rações Zêzere S.A., Raporal-Rações de Portugal S.A., SPR-Sociedade Produtora de Rações LDª e TNA-Tecnologia e Nutrição Animal, S.A.. Mais tarde a Ovargado, S.A. juntou-se ao GT.