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No que respeita ao consumo de matérias-primas, com uma conjuntura relativamente mais favorável que a vivida no ano anterior, apesar do clima de incerteza e de alguma volatilidade, os preços dos cereais situaram-se em níveis competitivos, aumentando a sua incorporação e o peso na estrutura de aprovisionamento (56.9% em 2009 contra 54.8% em 2008). A ausência de substitutos no mercado e as maiores disponibilidades, pressionaram naturalmente a Industria para o consumo destas matérias-primas, registando-se um incremento de 1.4%. Com esta tendência de quebra na produção e sem grandes alternativas em termos de substituição, registou-se uma redução de 9.5% na utilização de sementes e bagaços de oleaginosas, cuja estrutura no consumo de matérias-primas se situou nos 25.6%. Quanto aos PSC, impossibilitados uma vez mais de utilizar derivados de milho, designadamente corn glúten feed e destilados praticamente desde finais de 2006 - devido ao problema dos eventos de milho transgénicos aprovados nos EUA e ainda não autorizados na União Europeia - registou-se uma nova quebra, significativa, em 2009 (-11.7%), ultrapassando-se o mínimo histórico do ano passado. Estes ocupam um peso já abaixo dos 3% no consumo de matérias-primas utilizadas pela nossa Indústria e um nível inferior a 100 000 toneladas. Finalmente, ao nível dos diversos, regista-se uma relativa estabilidade na sua incorporação, com um peso de 14.6% na estrutura de aprovisionamento da Indústria, o que demonstra, de uma forma inequívoca, o esforço do sector em diversificar as suas fontes de matérias-primas para procurar melhorar a sua competitividade e a capacidade competitiva da pecuária nacional, sem perder de vista a qualidade dos alimentos compostos.
Consumo de Matérias-Primas (Empresas Associadas na IACA)1 000 Toneladas
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2008 |
2009 |
Var. % |
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Cereais |
1 801 |
1 826 |
1.4 |
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Oleaginosas |
909 |
822 |
-9.5 |
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PSC |
103 |
91 |
-11.7 |
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Diversos |
473 |
471 |
-0.4 |
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