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Nº 86 - 2013 (31-12-2013)
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Editorial

A  Qualidade no Sector do Alimentos Compostos para Animais

A qualidade é hoje uma palavra comum para a maioria das empresas associadas da IACA. Temos vindo a observar, num crescente número de empresas, quer no sector do fabrico de alimentos compostos para animais, quer nas pré-misturas, uma ou mais certificações, com especial destaque para a norma ISO 9001. Este facto demonstra o esforço que o sector tem feito para melhorar e estar à altura dos desafios da segurança alimentar. As lições do passado não foram em vão e as várias crises que ocorreram nos últimos quase 20 anos serviram sempre para fortalecer o Sector e demonstrar a sua capacidade de resiliência e de inovação. Agora, novos desafios se colocam às empresas com a restritiva legislação europeia no que respeita às substâncias indesejáveis nos alimentos para animais, cujo exemplo paradigmático é a presença da aflatoxina B1 nos alimentos compostos para vacas leiteiras. Como é do conhecimento geral, o limite máximo legal para a referida aflatoxina (B1) nos alimentos para vacas leiteiras na União Europeia é de 5 ppb, mas de 20 ppb nas diversas matérias-primas. Ora, esta realidade coloca um desafio adicional a todas as empresas pois, quando afirmamos ter em armazém um conjunto alargado de matérias-primas, todas conformes com a legislação em vigor no que respeita à aflatoxina B1, pode não nos ser permitido fabricar alimentos para vacas leiteiras de acordo com a referida legislação. A resposta a este desafio está na qualidade no sentido da norma ISO 9001, ou seja, os requisitos internos de qualidade das empresas não se podem resumir aos limites legais: têm de ir mais além, de acordo com as necessidades dos nossos clientes e o tipo de alimentos fabricados nas nossas unidades. Fica claro que não bastam boas intenções e uma boa definição de requisitos internos para planos de inspeção pois, sem os nossos fundamentais e estratégicos parceiros, os fornecedores de matérias-primas, não nos será possível atingir este objectivo.
Daí que, mais do que nunca, esteja na ordem do dia a importância estratégica da afirmação de um verdadeiro espírito de parceria entre a indústria dos alimentos compostos para animais e os fornecedores de matérias-primas, no sentido de serem implementadas medidas que assegurem o cumprimento de todos os requisitos de qualidade, para além dos definidos legalmente: só assim poderemos reforçar e defender a sustentabilidade do nosso sector.
Para além das questões relativas às substâncias indesejáveis, é um facto que as matérias-primas de qualidade superior e ao nível das melhores práticas a nível mundial garantem, não só o cumprimento de toda a legislação em vigor, como também o mais importante: os melhores desempenhos zootécnicos e índices de conversão, que asseguram a viabilidade e a competitividade dos nossos clientes produtores agro-pecuários.
Portanto, e de uma vez por todas, devemos empenhar-nos para encontrar uma solução em que, através da responsabilização de todos os intervenientes na cadeia de valor da produção agro-pecuária, começando nas matérias-primas, passando pelos aditivos e premixes, bem como nos fabricantes de alimentos para animais, na produção animal e posterior transformação, possamos garantir a segurança  daquilo que produzimos.
Como contributo decisivo para darmos um importante e fundamental passo e garantir a segurança alimentar, a IACA está a promover e a desenvolver o projecto QUALIACA. Trata-se de uma iniciativa no sentido de controlar e monitorizar a qualidade das matérias-primas baseada numa parceria entre a IACA e os seus associados, os fornecedores de matérias-primas e a DGAV. Esta é, pois, uma oportunidade a não perder em que, todos em conjunto, possamos passar das palavras aos atos e demonstrar o nosso empenhamento em garantir os objectivos já referidos.
Bons negócios e votos de um Excelente ano de 2014!

José Romão Braz


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