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Nº 70 - 2009
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Nº 70 - 2009 (25-01-2010)

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Editorial

As relações da IACA com a FEFAC desde a sua fundação, sofreram uma evolução interessante e que foram o reflexo dos diferentes estádios da Industria e do tecido empresarial que a sustentou.

Nos anos 70 a nossa presença na Fefac era mais de natureza social, com forte e elevada participação nos Congressos que se realizavam de dois em dois  anos, em que a delegação portuguesa se tornava notada por algumas dezenas de participantes, o que causava algum espanto entre as restantes delegações. Era o tempo das empresas de estrutura familiar com carácter dominante no nosso tecido empresarial, para quem estas manifestações eram mais de natureza lúdica, do que de formação profissional.

Na década seguinte as delegações começam a diminuir em número, mas não em qualidade. Os representantes das empresas preocupam-se mais em aprender e em observar o que se faz nos diferentes países. A nossa adesão à EU, com novos e exigentes quadros legislativos no domínio da alimentação animal, lança novos desafios às empresas, à sua gestão e por consequência à formação dos seus quadros dirigentes.

Nos anos 90, há um salto qualitativo nas nossas relações com a FEFAC. Inicia-se a nossa presença nos Órgãos Sociais desta Associação, particularmente no Praesidium, órgão de cúpula, em funções de Vice-Presidência, ao mesmo tempo que íamos ocupando lugares honrosos em Comités Técnicos especializados e mais recentemente no Colégio de Directores. Tudo isto fruto do prestigio da IACA no seio da FEFAC, que o mesmo é dizer, consequência natural da importância e visibilidade positiva dos Industriais portugueses representados pela IACA.

Este processo evolutivo culmina em 2007 com a eleição para Presidente do nosso representante, o que significa a cereja no cimo do bolo, com especial significado e honra para o nosso País, onde a Industria de Alimentos Compostos para Animais, evoluiu e se aperfeiçoou mais do que na maioria dos Países da EU, nos últimos 30 anos. A comprová-lo estão os recursos investidos nas últimas décadas em segurança alimentar e protecção ambiental, para além dos aperfeiçoamentos nos lay-out fabris.

O que a partir de agora se irá passar, depende da lucidez e do bom senso dos decisores das instâncias europeias. Os membros do Parlamento Europeu espelham a opinião pública. Mas desta deve também fazer parte a nossa opinião, como sub-conjunto da opinião pública geral .Para isso é necessário estabelecer relações com os representantes portugueses no Parlamento Europeu e sensibilizá-los para os nossos problemas .Missão que compete à FEFAC e aos nossos delegados.

Temas tão importantes para a Industria, como OGMS, tolerâncias mínimas versus tolerância zero, proteínas animais, desenvolvimento rural entre outros, têm de ser debatidos e escrutinados persistentemente até à solução final de acordo com os nossos legítimos interesses.

Alberto Campos


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